Wednesday, November 30, 2005

:: Para os meus fãs que reclamaram da demora em atualizar o blog, aí vai um poema :: : P

Ausência


Por muito tempo achei que ausência é falta

E lastimava, ignorante, a falta..

Hoje não a lastimo.

Não há falta na ausência.

Ausência é um estar em mim.

E sinto-a tão pegada, aconchegada nos meus braços

Que rio e danço e invento exclamações alegres.

Porque a ausência, esta ausência assimilada,

Ninguém a rouba mais de mim.



Carlos Drummond de Andrade



:: De um tempo pra cá, graças a companhia de uma menina não preciso criar surpresas para tapar a falta de alguém ou mesmo o vazio em que a ausência, como explicita tão bem Drummond preenchia vez ou outra em mim ::

2 Comments:

At 8:20 AM, Anonymous Anonymous said...

É com alegria que retornas, meu querido blog! =P

ahh.. a ausência, o vazio, faz parte de todo ser... Essência e existência...
Com vc é impossível haver qualquer abstração de sentimentos, as sensações preenchem o que antes me era tão vazio...
Presença e ausência, proximidade e distância... a sua ausência se chama saudades e me é aconchegante.. o incolor transborda cores... sempre terei a solidão como companhia, mas seu sorriso, seu estar juntinho, faz minha solidão feliz. De um tempo pra cá.. a solidão cada vez mais pensa... nem em pensamentos me deixa só... meu coração pulsa, flutuo com um encontro seu... singular meu que se enriquece com um achar mas se contorce no abismo do desencontrar... o tempo não há de acabar.. enfim...
Não vejo a hora de você chegar!

:: De um tempo pra cá, graças a companhia de um menino lindo não preciso criar surpresas para tapar a falta de alguém ou mesmo o vazio em que a ausência, como explicita tão bem Drummond preenchia vez ou outra em mim ::

beijos

 
At 1:50 PM, Anonymous Anonymous said...

Falta uma vírgula...

 

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